Como não sentir inveja dos outros em um mundo que, a todo momento, estimula a competição e a comparação entre as pessoas?

Serei bem sincera com você: é quase impossível, a não ser que você tenha se iluminado. ✨

Assim como também é quase impossível não sentir raiva, tristeza, culpa, ressentimento, entre outros sentimentos que diminuem nossa frequência.

Porém, não precisamos nos tornar reféns desses sentimentos, incluindo a inveja. Não precisamos – e não devemos – deixar que eles governem nossos pensamentos, nossas ações e, consequentemente, nossas vidas.

A boa notícia é que sim, é possível treinar nossa mente para lidar com eles de maneira mais elevada, ressignificando esses sentimentos em nossa rotina.

Um sentimento aparentemente ruim e abominável como a inveja pode se transformar em mola propulsora se você moldar seu comportamento pra esse objetivo, e é justamente isso que vou ensinar a seguir.

Então, pare tudo que estiver fazendo e se concentre nessa leitura. Chega de olhar seu feed do Instagram e se sentir um fracasso. Desperte para o seu poder!

Ao final, convido você a experimentar uma meditação preciosa do Thetahealing. São 15 minutos para celebrar a própria vida e se conectar profundamente com o sentimento de gratidão.

Não tem como sentir gratidão e inveja ao mesmo tempo. ☺️

Vamos lá?

Passo #1: Reconheça e acolha sua inveja

O primeiro passo – e talvez o mais importante – no processo de ressignificar a inveja é aceitá-la.

Quanto antes você admitir que sente inveja, mais rápido e mais facilmente conseguirá transformá-la em algo positivo. O diagnóstico é o primeiro passo para a cura.

Sim, eu sei, todos nós crescemos ouvindo que sentir inveja é feio e errado, que esse é o sentimento dos fracassados, daqueles que se sentem inferiores.

Logo, admitir que sente inveja é como se olhar no espelho e dizer “você devia se envergonhar disso!”.

Mas pense em como você age quando descobre que alguém sente inveja de você. Geralmente ficamos com raiva ou com medo. Ainda que algumas pessoas debochem da situação, isso normalmente revela um incômodo.

O fato é que a inveja faz parte da natureza humana e, portanto, todos nós vamos sentir inveja em menor ou maior grau.

⚠️ Recriminar e censurar esse sentimento são gatilhos para torná-lo ainda mais forte e presente em nossas vidas, seja dentro ou fora de nós.

Portanto, embora pareça desafiador, tente tratar a inveja com mais leveza: está tudo bem sentir inveja. Isso não torna você uma pessoa ruim ou inferior.

O que você vai fazer com esse sentimento é que revela sua essência.

Passo #2: Questione a Autenticidade da sua Inveja (e se surpreenda com o resultado!)

A inveja pode ser um convite ao autoconhecimento e à autenticidade.

Entenda meu ponto de vista: vivemos em sociedade e somos constantemente comparados uns com os outros.

  • Em casa, irmãos são comparados entre si.
  • Na escola, nossas notas são comparadas com as dos outros colegas.
  • Profissionalmente, nosso desempenho é comparado em processos seletivos e no ambiente de trabalho.

Essa comparação constante gera muita competitividade e, consequentemente, um grande sentimento de escassez.

Este é, inclusive, um dos 5 comportamentos que bloqueiam a prosperidade na sua vida.

A competição revela ainda muita insegurança e baixa autoestima: os dois ingredientes chave para a inveja.

E o mais importante: apenas quem não (re)conhece o próprio valor precisa usar o outro como parâmetro.

Mais do que isso… Se você não (re)conhece seu valor, acaba comprando o padrão de felicidade que é vendido como o único possível.

👉🏻 Casar, ter filhos, fazer faculdade, seguir uma carreira tradicional e estável, comprar uma casa e um carro… Tantas e tantas pessoas têm feito isso, tantas e tantas pessoas estão frustradas e infelizes.

Não me entenda mal: não é ruim ou errado ter e fazer essas coisas.

O que torna sua vida uma mentira é a falta de consciência em relação a essas escolhas.

Portanto, quando você sentir inveja de alguém, pense por um minuto: “eu realmente gostaria de ter isso na minha vida? Eu gostaria de ser essa pessoa? É isso que vai me fazer feliz, que vai preencher a minha alma?”.

A sua inveja pode ser, na verdade, frustração por não se encaixar em um determinado padrão. E a minha pergunta é: quem disse que você precisa se encaixar?

Tenho certeza que uma vida verdadeiramente feliz passa pela autenticidade.

Viemos a esse mundo pra sermos a máxima expressão de nós mesmos. Para isso existe o ego, que é formado pelo social e por aquilo que esperam de nós: primeiro você descobre quem NÃO é, e depois descobre quem é. Por contraste.

Tome cuidado pra não parar a sua busca no meio do caminho e viver uma vida de mentira.

Passo #3: Seja justo com você (e com os outros)

Um dos grandes motivos da inveja é a falta de razoabilidade: será que você está sendo razoável com você e com os outros na hora de estabelecer comparações? Provavelmente não.

Exemplo comum: vamos supor que você tenha o objetivo de emagrecer e se tornar uma pessoa mais fitness.

Daí você começa a seguir perfis fitness nas redes sociais com o objetivo de se motivar. Acontece que a maior parte das pessoas acaba ficando mais frustrada e desmotivada quando faz isso, normalmente por causa desses 2 motivos:

  1. Comparam seus bastidores com o palco de outras pessoas;
  2. Comparam seu capítulo 1 com o capítulo 20 de outras pessoas.

Dessa forma, fica muito difícil não se frustrar e, muitas vezes, não desmerecer os esforços dos outros.

Se você fez uma autoavaliação justa e sincera e entendeu que gostaria de ter um corpo X ou Y, será que você tem feito tudo que está ao seu alcance para chegar a esse objetivo?

E se está fazendo tudo que é necessário, será que deu tempo das mudanças acontecerem?

Afinal, a vida inteira seguimos determinado padrão – o que gera uma série de consequências – e, quando decidimos mudar, queremos resultados imediatos.

Além disso, nós nunca sabemos exatamente o que alguém precisou fazer para chegar a um objetivo (seja estético ou absolutamente qualquer outro): quantas noites precisou perder, quantas horas precisou investir, quanto dinheiro, quanta energia, sacrifícios…

E, de fato, as redes sociais contribuem para essa visão parcial dos fatos já que tendemos a mostrar apenas os aspectos positivos da nossa vida.

Ninguém mostra as 101 fotos que tirou até que uma finalmente ficasse boa. (ou você achou que só acontecia com você? 😅)

Então, já que é praticamente impossível evitar a comparação, busque ao menos ser justo: pare de acreditar que a vida das pessoas é perfeita e só você tem desafios.

Tente imaginar as dificuldades dessa pessoa invejada, assim como suas lutas e os seus defeitos.

Além disso, reconheça seus próprios esforços, suas qualidades e, sobretudo, potencialidades. No próximo passo você vai ver que a inveja também pode ser um convite ao aprimoramento.

Passo #4: Ressignifique a inveja

Vivemos em um mundo dual. Existe o claro e o escuro, o alto e o baixo, o feminino e o masculino e assim por diante.

Da mesma forma, a inveja também tem seu lado positivo: ela revela aquilo que precisamos trabalhar em nós mesmos para despertar para o nosso potencial, ela revela uma parte nossa que precisa de cura.

Se, por exemplo, sentimos inveja de um amigo que obteve um sucesso profissional, isso pode sinalizar o quão distantes estamos do nosso propósito.

Quando você tem sucesso genuíno em uma área da vida, o mais natural é que você deseje o mesmo êxito para outras pessoas. Você vibra pelo sucesso delas ao invés de invejá-lo.

“Eu estou aqui e você não.” – Fazer um esforço consciente para despertar inveja nos outros também indica um problema que deve ser observado.

Da mesma forma, não pense que ser – e se sentir – constantemente invejado é algo positivo. Pelo contrário, essa é a outra face da mesma moeda.

Se constantemente você acredita que as pessoas o invejam e tentam sabotar seus planos, isso pode indicar uma necessidade permanente de obter aprovação e reconhecimento externos.

Isso, na realidade, é insegurança e falta de amor próprio disfarçadas.

Outro exemplo: se você acredita que seu parceiro(a) é cobiçado por outras pessoas e isso gera incômodo, talvez você não se sinta merecedor(a) de estar nesse relacionamento. Caso contrário, isso não lhe afetaria.

O que fazer então?

Encare a inveja, seja sua ou dos outros, como um convite à evolução, em especial quando você sentir inveja de algo ou alguém.

Você pode encarar como uma ameaça ou como um presente do Universo: se você tem visto e atraído o belo e o bom, sinal de que isso também existe em você.

Mude a mentalidade: ao invés de se sentir ameaçado pelo sucesso/beleza/felicidade de alguém, sinta-se estimulado. Se aquela pessoa conseguiu, você também consegue. Há espaço para todos.

Aprenda a reconhecer e vibrar pelo sucesso e felicidade dos outros e naturalmente você atrai sucesso e felicidade para sua vida.

Passo #5: Agradeça

Eu sei que palavra gratidão está em alta e, sinceramente, eu prefiro a “modinha” da #gratidão do que a da reclamação.

Isso porque a gratidão é a energia mais elevada que você pode vibrar, capaz de atrair uma realidade muito melhor do que você imagina.

E quando falamos em gratidão, muitas pessoas ainda acreditam que se trata de reconhecer feitos grandiosos, como uma casa ou um novo emprego.

Não! A gratidão deve estar em cada pequena coisa que acontece na sua vida: desde um “bom dia” cheio de gentileza que você recebeu de um desconhecido até o fato de estar tocando sua música preferida no elevador, passando por aquele amigo querido que você encontrou por acaso na rua.

Assim como muitos de nós cultivamos o hábito de reclamar, também podemos cultivar o hábito de agradecer, mas agradecer de coração, e não só da boca pra fora.

Por isso, gostaria de te convidar a celebrar a sua vida praticando diariamente a Meditação do Thetahealing para a Gratidão:

Faça pela manhã durante alguns dias e veja o impacto em você e na sua vida.

Depois você vem aqui contar sua experiência? Vou adorar saber! 🤗

Ah! Diga também o que achou desses 5 passos para transformar a inveja em uma alavanca para o sucesso.

No começo, pode ser desafiador colocar esse conhecimento em prática porque não faz parte do nosso padrão de comportamento, mas conforme você aplicar e reconhecer os benefícios desse novo padrão, ele vai se tornando cada vez mais genuíno e fácil de praticar. Ele vai se tornando quem você é. Persista.

Se fizer sentido, compartilhe esse texto com pessoas queridas.

Vamos espalhar a cura!

Gratidão,

Renally Leal.

A procrastinação é muitas vezes conhecida como a mania de “deixar tudo para depois”, porém, essa definição pode ser muito simples para um problema com origens profundas.

Sim, a procrastinação é apenas um dos sintomas de algo muito maior e mais grave, por isso requer sua total atenção, além das ferramentas certas para você aprender a lidar com esse comportamento e se livrar de vez do título de “procrastinador”, seja no trabalho, nas finanças, na vida pessoal, ou até mesmo nas relações afetivas.

Para saber como evitar a procrastinação é preciso entender as suas causas.

Em primeiro lugar, vale dizer que se você veio até aqui buscando respostas rápidas e uma lista de itens práticos a serem seguidos… Bom, não irá encontrar.

Isso porque se você quer resolver o problema e deixar de ser um procrastinador, necessariamente vai precisar de um mergulho em si mesmo. Isso significa:

  • Parar tudo o que estiver fazendo nesse exato momento;
  • Respirar algumas vezes de forma consciente;
  • E, nesse instante de clareza e serenidade, abrir-se para a compreensão do que realmente significa ter um comportamento procrastinador e os impactos na sua qualidade de vida.

Mas calma, vamos juntos que vai valer a pena. ☺️

E afinal, o que significa procrastinar?

Uma consulta rápida no dicionário nos dá como resultado palavras soltas como “transferir para outro dia ou deixar para depois; adiar, delongar, postergar…”, mas será que é só isso mesmo? 🤔

Muitas pessoas costumam associar a procrastinação a comportamentos preguiçosos, falta de motivação para atingir objetivos ousados ou até mesmo para cumprir tarefas simples do dia a dia que vão se acumulando.

Porém, o comportamento procrastinador pode ser uma consequência dos pensamentos que habitam nosso inconsciente, responsável por 95% de toda a nossa mente. Apenas 5% estão no nível da mente consciente.

Isso quer dizer que procrastinar é um tipo de atitude de autossabotagem, que nos impede de vivenciar o presente de maneira plena e ainda sobrecarrega o nosso “eu do futuro” com as questões com as quais não queremos lidar no momento.

Em última instância, procrastinar é uma fuga para o futuro, já que lá não precisamos lidar com as emoções que nos atormentam no presente.

Essa “fuga” inconsciente pode nos dar uma sensação temporária de satisfação, de que amanhã tudo será diferente, mas, em longo prazo, veja o que você pode estar perdendo com autossabotagem através da procrastinação:

  • Desenvolvimento pessoal;
  • Construção de inteligência emocional;
  • Conquista de objetivos;
  • Satisfação financeira;
  • Contemplação e aproveitamento real do presente;
  • Plenitude espiritual;
  • Uma vida livre da ansiedade;
  • E muitas outras conquistas positivas, que você merece vivenciar.

A procrastinação e a psicologia

A psicologia pode atuar como aliada no melhor entendimento da procrastinação

Apesar do que aponta o senso comum, procrastinadores não são pessoas descompromissadas, pelo contrário, possuem uma série de características que denotam um estado constante de preocupação, muitas vezes associado à ansiedade.

Tais traços de personalidade e comportamentos podem nos ajudar a compreender um pouco melhor as raízes do problema. Normalmente, pessoas com tendência de deixar tudo para a última hora:

  • Apresentam comportamento de fuga da realidade;
  • Tendem a ser muito inseguras;
  • Não possuem ferramentas suficientes de autoconhecimento;
  • Têm medo de entrar em contato consigo, com a sua essência, e se decepcionar;
  • Apresentam resistência a mudanças;
  • Têm muito medo de críticas;
  • São muito exigentes;
  • Entre outras características.

Além disso, existe uma característica presente em todo procrastinador que fica escondida bem lá no fundo, no inconsciente.

Justamente por isso essa característica pode ser uma das mais difíceis de se reconhecer, aceitar e, por fim, começar a mudança real que faz com que a pessoa consiga parar de enrolar e acabar de vez com a procrastinação.

A característica oculta do procrastinador

Deixar tudo para o último minuto é apenas uma consequência da procrastinação.

Inconscientemente, o procrastinador tenta, quase que desesperadamente, conseguir que alguém faça as coisas por ele e esse alguém pode ser um amigo, uma namorada, a mãe, o pai, ou qualquer outra pessoa envolvida no núcleo de relacionamentos dessa pessoa.

Enquanto esse salvador milagroso não aparece, o procrastinador, munido de todas as suas inseguranças, continua a desafiar o tempo, causando prejuízos a si mesmo e para as pessoas com as quais convive.

Em resumo, (ainda que a princípio possa doer um pouco) isso quer dizer que a pessoa que procrastina não assume a responsabilidade diante da sua própria vida, e vive sempre à espera de que fatos externos possam salvá-la, retirar a carga das ações e reações que fazem parte da vida e são saudáveis ao convívio social.

Ou seja, a característica oculta do procrastinador é permanecer em uma condição quase que infantil, na espera de que em algum momento alguém vá lhe estender a mão e oferecer a solução ideal para o seu problema.

Então, como eu posso parar de procrastinar?

Uma vez que você tenha assumido e reconhecido que é a única pessoa responsável pela sua vida, já estará em um estado mental apto a absorver novos padrões de comportamento que podem ser mais benéficos para a sua vida.

É preciso entender que sempre que estamos diante de um desafio, uma situação inusitada ou desconfortável, nosso corpo vai reagir de acordo com a “bagagem” que acumulamos ao longo da vida.

Muitas pessoas com o perfil procrastinador tendem a se livrar um pouco do peso dessa bagagem terceirizando as consequências negativas para outras pessoas.

Dessa forma, fica mais leve carregar na malinha só o que é bom e dizer que “bem, não fui eu, ele ou ela que fez e agora deu errado”.

Mas, como já vimos, trata-se de um estado de segurança e conforto ilusórios, que não trazem felicidade real e nem sensação de realização.

Quantos sonhos você já deixou escapar? Quantos projetos você já deixou em aberto? Você acha que tem valido a pena?

Se você fez uma autoanálise e concluiu que todo esse tempo esteve se sabotando e está pronto para assumir a total responsabilidade pela sua vida, já fez um grande progresso e deve se sentir bem por ter chegado até aqui. Porém, vale ressaltar que toda essa reflexão foi elaborada a princípio em níveis conscientes.

👉🏻 Você se lembra que o subconsciente é responsável por 95% de toda nossa mente e apenas 5% estão no nível da mente consciente?

Pois é… A maioria das técnicas de cura trabalha no nível da consciência. É praticamente uma guerra perdida contra as crenças e pensamentos armazenados na sua mente inconsciente.

Ou seja, por mais que você identifique que precisa mudar seus comportamentos para dar fim ao ciclo de autossabotagem e consequentemente procrastinação, há padrões inconscientes que você ainda não consegue acessar.

Há algumas técnicas e práticas que podem te ajudar a conhecer níveis além da consciência e alcançar seus objetivos e propósitos de forma mais fluida, uma dessas formas é o Thetahealing.

No caso do Thetahealing, a cura acontece de maneira tão rápida e profunda justamente porque a crença é trazida do subconsciente para o consciente, em um estado totalmente favorável para a sua transformação.

Que tal experimentar a técnica através de uma meditação gratuita? Basta clicar no botão abaixo:

Se você conhece alguém com as características citadas nesse texto e sentir que as informações apresentadas aqui podem ajudar, compartilhe. ☺

Espero que você tenha aproveitado a leitura e que a mudança real aconteça em sua vida.

O espaço de comentários abaixo é seu!

Aproveite para compartilhar a sua experiência com a procrastinação e conte um pouco sobre como você pensa em vencer esse comportamento. 😉

Gratidão,

Renally Leal.

Autossabotagem é quando você, inconscientemente, sabota seus projetos e adia a evolução da sua consciência. Em um nível mais profundo, autossabotagem é a principal consequência pela culpa de ser feliz.

Todos nós, em maior ou menor grau, passamos por processos de autossabotagem. Isso acontece porque o homem é o único ser vivo que possui ego e, por uma questão evolutiva, o ego se nutre de sofrimento.

Sim, durante milhares de anos o ser humano precisou lutar para sobreviver e reproduzir. Até hoje esses são nossos instintos mais proeminentes, o que gera dois efeitos:

  • Tendemos a evitar tudo que ponha nossa sobrevivência e reprodução em risco, como, por exemplo, se expor em público e correr o risco de ser reprovado e rejeitado por determinado grupo.
  • Tendemos a supervalorizar as dificuldades, já que por muito tempo o padrão para conseguir algo foi a luta, a adversidade e os problemas.

Antigamente, ser rejeitado por um grupo significava, literalmente, morrer. Éramos totalmente dependentes uns dos outros para conseguir comida e abrigo.

É por isso que, ainda hoje, muitos de nós sentem tanto medo da exposição e de parecerem inadequados.

Da mesma forma, a maioria de nós cria dificuldades para alcançar determinados objetivos para usar o sofrimento como amparo social.

Crenças como “tudo que vem fácil vai fácil”, “o sofrimento enobrece a alma” e “dinheiro só vem com muito esforço” são extremamente comuns e estão na base dos comportamentos autossabotadores.

Mas por que uma pessoa escolhe se autossabotar?

via GIPHY

A definição de autossabotagem é simples: comportamentos que temos que boicotam a realização dos nossos objetivos.

Daí, a pergunta que se segue é óbvia: por que alguém em sã consciência faria isso com a própria vida? A resposta é igualmente simples: ninguém faz isso de forma consciente.

Os comportamentos autossabotadores surgem das nossas crenças.

Crenças são os pensamentos que tomamos como verdadeiros e representam a estrutura de quem nós somos, uma vez que toda a realidade é codificada e se apresenta, no nosso cérebro, no formato de pensamento.

Acontece assim:

CRENÇA > PENSAMENTOS > EMOÇÕES > AÇÕES > RESULTADOS

Nós tendemos a acreditar que todas as ações que tomamos são racionais e conscientes, porém, o subconsciente é responsável por 95% de toda nossa mente. Apenas 5% estão no nível da mente consciente.

Além disso, nosso sistema de crenças é formado não só pelas nossas experiências do passado – a partir de tudo que vimos, ouvimos ou testemunhamos – mas também trazemos crenças no nosso código genético e pela interferência dos nossos antepassados, sociedade e episódios traumáticos.

Ou seja, tem muita coisa por trás dos comportamentos sabotadores!

No entanto, existem sim alguns passos a serem seguidos para vencer esses padrões comportamentais e vencer o medo da felicidade, do sucesso e das mudanças:

  1. O primeiro é entender quais são os sinais de autossabotagem, que vão desde a clássica procrastinação até o perfeccionismo, passando pela ansiedade;
  2. Em seguida, observar quais desses comportamentos estão presentes no seu dia a dia e identificar as crenças por trás desses padrões;
  3. Mudar as crenças limitantes, não ignorando os aprendizados do processo de autossabotagem.

Vamos lá?

Autossabotagem: Os 6 Sinais de que você está se boicotando

Muito se fala da procrastinação como sintoma das autossabotagem, mas existem outros comportamentos automáticos e inconscientes que geram resultados negativos em nossa vida.

Vamos ver que comportamentos são esses, suas consequências e como podem se manifestar na sua rotina. Ter consciência desses sintomas de autossabotagem é o primeiro passo para a cura.

1º Sinal de Autossabotagem: Procrastinação

Você já percebeu como é fácil mudar a sua vida no futuro?

  • “Amanhã sem falta eu faço.”
  • “Segunda-feira eu começo a malhar.”
  • “Semana que vem eu arrumo esse guarda-roupa.”

É muito fácil mudar nossa vida no futuro porque no futuro não existem emoções, então você não consegue sentir o peso emocional e a responsabilidade daquilo que está decidido a realizar.

Por isso a procrastinação se tornou um hábito tão comum, em especial quando se trata de objetivos audaciosos, que precisam de um esforço considerável para nos tirar da zona de conforto.

Infelizmente, o “amanhã” se transforma rapidamente em nunca e até tarefas importantes deixam de ser importantes à medida que não imprimimos urgência em cumpri-las.

Traga sua mente para o presente e então você consegue se livrar das armadilhas do ego.

Tudo bem que você comece a treinar na segunda-feira, mas hoje você já pode se matricular na academia, pode comprar roupas novas, alimentos saudáveis, ou seja, pode fazer um movimento energético para sair da inércia e isso vai te dando força para romper esse comportamento autossabotador.

2º Sinal de Autossabotagem: Medo

Sentir medo é natural e foi indispensável no processo de evolução do homem. Foi a partir do medo que o ser humano encontrou formas de sobreviver em situações de perigo.

Acredito que por falta de motivos reais para ter medo, o ser humano começou a encontrar motivos imaginários, afinal, sentir medo se constituiu como um padrão comportamental ao longo de milhares de anos.

Por mais angústia que esse comportamento possa causar, é a forma como a maioria de nós sabe lidar com a vida.

Viver sem medo é que se constitui como uma quebra de paradigma e, portanto, acreditamos não ter ferramentas para lidar com essa mudança. (tudo isso a nível inconsciente)

Vale dizer que o medo se alimenta do desconhecido. Quando a gente não sabe o que vai acontecer, a mente começar a criar um monte de histórias sobre aquilo. (normalmente histórias ruins)

Essas histórias são, como você já viu, fruto das nossas crenças e você só consegue vencer esse padrão gerando clareza para iluminar o desconhecido.

No curso DNA Básico, você aprende a fazer o “Digging” do medo.

Muito resumidamente, o Digging do medo tem o objetivo de responder: O que de pior pode acontecer se “seu medo” se concretizar?

Faça esse exercício, inclusive (e talvez especialmente), para coisa boas.

Quando eu atuava pomo Coach de Concurso Público, fazia um exercício parecido com meus clientes e alunos.

Pedia que eles fechassem os olhos, se imaginassem tendo passado no concurso que tanto queriam, tendo a vida que desejavam e, em seguida, pedia que pensassem no que de pior poderia acontecer caso aquela cena se tornasse verdade.

Em muitos casos, a pessoa dizia rapidamente: “Meu Deus, se eu passar num concurso vou ganhar mais que meu marido e ele vai me largar!”, ou “Se eu passar num concurso, vou ter que ficar longe da minha família por anos” e assim descobríamos várias crenças por trás dos comportamentos sabotadores, incluindo o medo.

3º Sinal de Autossabotagem: Ansiedade

Podemos dizer que ansiedade é mais uma maneira da nossa mente sair do momento presente e se concentrar no futuro. Portanto, mais uma maneira do nosso ego se nutrir de sofrimentos e preocupações.

Além disso, a ansiedade está estritamente ligada à autossabotagem porque em geral exprime muita pressa.

A pressa nos deixa com a percepção nublada e, muitas vezes, é justamente isso que nos distancia dos nossos objetivos e, em última instância, da nossa felicidade.

Veja bem: tudo que o ser humano mais quer é fazer as coisas – trabalhar, comer, conversar, passear, fazer amor – em paz, não com pressa e ansiedade.

Talvez a gente só precise definir prioridades, ao invés de querer fazer tudo e, no final das contas, fazer tudo mal feito: como se não tivéssemos feito nada, pois é exatamente esse o efeito que a falta de presença causa.

Basta se lembrar do que acontece quando você está com muita vontade de comer um prato específico e, quando o momento de comer esse prato finalmente chega, você está pensando na sobremesa e nem consegue saborear a comida… 🙁

Defina prioridades, aceite que não será possível fazer tudo que você quer ao mesmo tempo, evite ser multitarefa e se concentre no que você está fazendo.

Como dizia o Osho, “quando você abandonar toda a tensão sobre o futuro, o ego evapora. Se você vem para o presente, então o ego desaparece.”

Veja aqui como a meditação pode te ajudar nesse sentido (e experimente gratuitamente a meditação especial do Thetahealing).

4º Sinal de Autossabotagem: Falta de Motivação

Um dos comportamentos mais intensos de autossabotagem é a falta de motivação, que rapidamente pode se transformar em apatia, tristeza e até depressão.

A grande questão aqui é a falta de responsabilidade diante dos próprios pensamentos e sentimentos.

Quase sempre estamos em busca de fatores externos para que nos sintamos felizes e motivados e, quando eles não vêm – ou quando simplesmente se vão – voltamos a nos preencher de tristeza e baixa energia.

Além disso, esse mesmo comportamento nos torna vítimas dos imprevistos. Qualquer situação que saia fora do planejado é capaz de nos desestabilizar e desmotivar.

Tudo isso gera desânimo, procrastinação e cada vez mais comportamentos sabotadores.

Como sair desse ciclo?

Duas atitudes ajudam muito:

1. Assumir a responsabilidade pelo que você sente e parar de esperar que a motivação caia do céu.

Está desanimado? Desmotivado? Então pare de se ocupar com notícias de tragédia, acontecimentos do passado, escândalos políticos, fofocas, intrigas e afins.

Procure elevar sua vibração. Coloque uma música alegre, dance, converse com um amigo querido sobre coisas boas, vá fazer um exercício ou uma atividade que te dê prazer.

Isso não significa negar suas emoções, mas sim assumir o papel de responsável pelo que você sente e então retomar o controle da sua vida.

2. Ter clareza do que te faz feliz

A falta de motivação surge especialmente da falta de clareza. Faça uma lista com pelo menos 5 coisas que você deseja realizar na sua vida.

Neste artigo, eu ensino como fazer essa lista de manifestações e porque você deve escrever pelo menos 5 coisas.

O fato é que, sem clareza, sua energia fica dissipada, e assim fica fácil se tornar refém da autossabotagem.

5º Sinal de Autossabotagem: Perfeccionismo

O perfeccionismo é um dos sinais mais perigosos da autossabotagem, porque além de se constituir como justificativa razoável para adiarmos nossos projetos, também alimenta uma série de comportamentos negativos, como:

  • Autocrítica exagerada
  • Crítica ferrenha em relação aos outros
  • Baixa autoestima
  • (Mais) ansiedade
  • Crenças de não merecimento

O perfeccionista está sempre em busca de um padrão de qualidade altíssimo, exigindo de si mesmo uma atuação sem falhas.

A busca pela perfeição é interminável e estressante e, além de gerar um estado permanente de ansiedade, também gera procrastinação e sobrecarga.

Afinal, se tudo precisa sair perfeito, é comum que você adie muitos projetos esperando o momento ideal chegar.

Outra coisa que também paralisa o perfeccionista é o medo de receber críticas. Em geral, são pessoas com a autocrítica elevadíssima e naturalmente projetam isso nos outros.

O medo não é da crítica em si, mas sim que alguém confirme o que ele já estava pensando sobre si mesmo. 😕

Além disso, quando o perfeccionista decide fazer algo, prefere não pedir ajuda, porque acredita que ninguém fará tão bem quanto ele.

Por fim, o perfeccionista também tende a ser uma pessoa muito controladora. Tudo tem que sair exatamente da forma como ela havia imaginado, senão não serve.

Nesse caso, mais do que em todos os outros, falta a confiança de que existe uma Sabedoria Divina que tem planos muito melhores que os nossos. Falta uma boa dose de entrega ao fluxo da vida.

É nesse sentido que vejo o autoconhecimento como ferramenta indispensável para qualquer dificuldade. Continue lendo o texto que já vamos chegar nesse ponto.

6º Sinal de Autossabotagem: Não perdoar

Dizem que perdoar é livrar-se de pesos que não são seus, mas eu discordo. O ato de perdoar deve ser feito especialmente por você e nem tanto pelo outro.

Isso porque nós gastamos muita, muita energia nutrindo sentimentos de rejeição, ressentimento, raiva, remorso, vingança…

Nesse sentido, perdoar significa não só libertar o seu coração de toda toxidade gerada por esses sentimentos, mas principalmente direcionar nossa energia para as ações que estávamos adiando justamente por falta dela.

Porém, você deve começar perdoando a pessoa mais importante de todo esse processo: você.

Se você errou, certamente foi tentando acertar. Sempre fazemos o melhor que podemos de acordo com nosso nível de consciência, com nossas experiências de vida e, consequentemente, com as nossas crenças.

A partir do momento que você percebe isso, fica mais simples perdoar aqueles que te fizeram sofrer. Você passa a entender que atraiu determinada situação, pessoa ou problema porque precisava aprender algo com aquilo.

Sim, sempre podemos aprender pelo amor, pela bondade, pela justiça, mas isso depende do nosso sistema de crenças.

Se, por exemplo, você vem de uma família que seus pais sempre brigaram muito, você pode ter gravado em sua mente que “relacionamentos são conflituosos”. O que acontece, então?

Acontece que você vai atrair pessoas que confirmem essa crença e pode acabar criando uma repulsa a relacionamentos.

Quando, na verdade, esses conflitos são um convite para você olhar para essa crença e para todas as outras que moldam seu comportamento.

A cura só pode acontecer a partir do diagnóstico, não é mesmo? Logo, a mudança de uma crença só pode acontecer a partir do momento que a identificamos.

Então, como vencer a Autossabotagem?

De um fato não tem como fugir: se você quer resultados diferentes, precisa agir de um jeito diferente. É preciso quebrar padrões.

Muitas pessoas acreditam que têm medo do fracasso, mas a verdade é que a maioria tem medo é do sucesso.

Eu não gosto muito do conceito de “sucesso” e “fracasso”, eu acredito em resultados.

O “fracasso” é resultado de ações automatizadas, que não nos tiram da zona de conforto. Logo, esse resultado já é a realidade, já estamos acostumados a ele.

Por mais sofrimento que cause, encontramos maneiras de lidar com o fracasso e podemos nos adaptar rapidamente a isso.

Portanto, a autossabotagem é vencida quando nos colocamos em movimento.Muitas pessoas – especialmente as perfeccionistas – acreditam que precisam fazer grandes movimentos para vencer os comportamentos autossabotadores, mas isso não é verdade.

É justamente a soma de pequenos passos que faz você chegar a um objetivo. E a cada passo dado, você gera energia interna para continuar.

Talvez você não tenha entrado em ação justamente porque gosta de reclamar e de fazer o papel vítima. O que você tem ganhado com isso? Pode ser que essa seja a maneira que você encontrou de receber atenção dos seus pais, companheiro(a) ou amigos. Observe e traga para a consciência.

Eu acredito que a motivação entra pelos nossos pés: ela tem que te encontrar andando!Quando a gente decide mudar, o universo inteiro começa a conspirar a nosso favor.

Por exemplo: um amigo indica um livro que revoluciona sua vida, você conhece uma pessoa que pode auxiliar no seu projeto, você é convidado para um evento. Você começa a receber sinais muitos claros a partir do momento que dá o primeiro passo.

Portanto, invista no seu autoconhecimento, além de todos os benefícios já citados, você ainda se tornará muito mais atento(a) aos sinais.

Autoconhecimento foi o que revolucionou minha vida, dos meus alunos, dos meus clientes e tenho certeza que pode revolucionar a sua também.

Escolhi trabalhar com o Thetahealing como ferramenta principal de desenvolvimento pessoal, e te convido a conhecer também.

Veja nossos materiais gratuitos (Instagram, Facebook, Youtube), eventos, cursos ou agende uma sessão com um dos nossos terapeutas.

Você pode escolher outra ferramenta também. Mas escolha alguma e se joga! É um caminho sem volta porque, de fato, você não vai querer voltar pra uma vida de sofrimento e autossabotagem. 🙂

Espero que tenha gostado do texto. 

E, caso sinta no seu coração que ele pode ajudar outras pessoas, compartilhe com elas.

Vamos espalhar a cura!

Gratidão,

Renally Leal.